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De cal e areia

Um conto de

David Corrales






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David Corrales

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De cal e areia

 

Johan estava sentado em uma esquina com a cabeça baixa. De vez em quando a apoiava entre as suas duas mãos calosas, movendo nervosamente ambos os peitos dos pés como quando, nos bancos, alguém se esquece de levar algo para ler na fila e não resta outra opção a não ser descarregar-se contra as extremidades ou as unhas.

 

Concentração. Um ato de comunhão e retiro no qual se busca abstrair-se de tudo o que nos rodeia, um esforço “houdínico” para desaparecer por um momento no tempo e no espaço.

 

O ato meditativo é interrompido, às vezes, pela aparição dos suspiros que carregam um olor de melancolia. Sempre foi assim, ele o faz desde que viu a trêmula luz ao sair da caverna onde esteve recluso por cerca de nove meses.

 

Ademais, imagina (veementemente quer imaginar) uma multidão ansiosa e ensurdecedora, esperando presenciar o desafio de hoje.

 

Talvez algum conhecido ou alguém com quem ele compartilhou um “oi, como vai você?”, esteja ali fora esperando para vê-lo em ação. Quem sabe um ou outro belo rosto feminino que o conheceu de criança e com o qual até chegou talvez a compartilhar um beijo em uma distante e quente noite.

 

As chuteiras se sentem confortáveis em seus pés... suas fiéis e leais armas de batalha, seus trabucos de inumeráveis conquistas e derrotas, suas inseparáveis clavas com as quais batalhou tantas vezes por um pedaço de glória, no olimpo futebolístico.

 

Não há nada em sua mente além da liberdade. O onipresente rancor que acompanha sua vida foi exilado no seu terceiro suspiro.

 

Engole um pouco de saliva, que tem um gosto amargo ao chegar ao estômago.

 

Hoje é um dia especial para ele. Lá fora, com seus gritos nublados, o céu confirmava, efetivamente, que este era um momento que fugia do contexto habitualmente mundano. Mas para ele, o céu era o de menos. Calor ou chuva, fogo ou sombras, este era um compromisso ineludível que se realizaria, sem ter importância os desígnios do alto.


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